Bicho-papão em exposição

Crédito: Priscila Pasko

Crédito: Priscila Pasko

Encontrar o que é infantil, atualmente, exige um olhar apurado. As crianças estão cada vez mais adultas. Quando nos damos conta, elas nos surpreendem com alguma opinião pretensiosa, ou uma atitude incompatível com a idade e a chupeta que ainda balança na boca.

É justamente esta procura – e encontro – que a exposição “Quem tem medo do bicho-papão?” aborda. A fotógrafa Rosa Bastos, conseguiu resgatar em cada imagem o que é inerente da criança e o que se perdeu de nós com o passar dos anos. Esta espontaneidade despertou, inconscientemente, a atenção da artista, que, ao se dar conta, já havia material suficiente para uma exposição. O portfólio de Rosa Bastos é concentrado em objetos. O foco da sua observação nunca foi a criança, mas, como nem ela sabe explicar o porquê, assim surgiram.

O título da exposição foi consequência de um tema comum a todos os pequenos: o bicho-papão. As fotos de Rosa Bastos não mostram medo, mas enfrentamento, doçura, espontaneidade ou fragilidade.

As crianças retratadas são de diferentes cidades como Paris, Porto Alegre e Tramandaí. Mesmo pertencendo a universos tão distintos, percebemos que os pequenos possuem sonhos e brincadeiras muito semelhantes. A realidade é que configura esta inocência.

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Crédito: Priscila Pasko

Então, para que o Mês da Criança, não se limite apenas a textos reflexivos e nostálgicos sobre a infância, sugiro uma visita à exposição “Quem tem medo do bicho-papão?”. A mostra fica até o dia 29 de outubro no Memorial do Ministério Público. (Praça Marechal Deodoro, 110, Centro). A entrada é gratuita.

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