Lei Pietro em busca de doadores

Acho que todo processo de doação é difícil. Porque não se trata apenas de uma troca, mas sim, de ceder algo. Emprestar o nosso ombro a um amigo, ajudar um cego a atravessar a rua quando se está com pressa ou entregar aquele brinquedo que fez parte da infância à campanha de Natal, pode – e deveria – proporcionar algum prazer. Mas até desembocar neste sentimento, outro toma conta, por menor que ele seja: a perda. Seja o tempo ou algum pertence, mas ele deixa de pertencer ao seu, digamos, “dono”.

Falei aqui de sentimentos e de atitudes que, com muita dificuldade, se desprendem da gente. O que dizer quando a doação em questão é uma parte sua? Um órgão ou o sangue? Daí a coisa complica.

Pensando nestas dificuldades, que um grupo de Relações Públicas,  da cadeira de Projeto Experimental de Pesquisa da Pucrs 2009/2, produziu, durante o semestre, um trabalho sobre a leucemia e a doação de medula óssea, principal tratamento para a doença. Os dados coletados pelos alunos mostram que no ano passado, 810 novos casos da doença surgiram no Rio Grande do Sul, destes, 130 registrados em Porto Alegre (http://www.inca.gov.br/estimativa/2008).

A pesquisa também estimula as pessoas a se tornarem doadores voluntários. O procedimento pode intimidar, mas o doador não corre risco algum. Funciona da seguinte forma: “através do uso de seringa e agulha, são feitas punções no osso do quadril para aspirar o material que contém as células progenitoras do sangue. Nesse caso, o doador é anestesiado para que não sinta dor. Lembre-se, a punção é feita no osso do quadril. Muitas pessoas confundem medula óssea com medula espinhal e deixam de salvar vidas por medo de tornarem-se paraplégicas”.

Para quem quiser se informar mais sobre o assunto pode acessar: www.leipietro.com/manual

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A Lei Pietro, que foi sancionada pelo presidente Lula em abril deste ano, promoverá do dia 14 a 21 de dezembro a “Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea”. O projeto é de autoria do deputado federal Beto Albuquerque, que perdeu o seu filho Pietro, de 19 anos, vítima de leucemia, no dia 3 de fevereiro de 2009.


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