O tango de Silvia

São trabalhos como “A boca de jarro”, que está na 7a Bienal do Mercosul, no Cais do Porto, em Porto Alegre, que fazem eu acreditar que a arte pode ir muito além da simples contemplação.

Um vídeo de seis minutos e 44 segundos chama a atenção de quem passa por um dos armazéns do espaço. Em frente à projeção, um sofá velho e gasto convida o espectador a se sentar.  Na imagem, a protagonista argentina, uma cantora em situação de prostituição, Silvia Mónica, canta um tango.

Só, em um palco, usando um vestido vermelho, a cantora se embala na melodia, e você percebe que a letra da música carrega algo a mais do que refrões fáceis e previsíveis. Fala da exploração sexual infantil, do abusos cometidos por pais ou responsáveis pela criança e outros motivos não menos asquerosos.

A artista argentina Ana Gallardo denuncia a prostituição dos niños de Buenos Aires, mas sabemos que, infelizmente, a situação ultrapassa as fronteiras.

Está aí uma grande forma de expressão artística – na minha humilde opinião. Rasgar a tela, borrar com tintas, ensurdecer o cidadão comum com  sons pouco convencionais abordagens sobre a política, a economia, as questões sociais do lugar onde eu vivo. Isso faz com que eu me aproxime da arte, que eu a entenda e que faça eu sentar em um sofá e ouvir os tristes tangos que o mundo inspira.

Se você quiser conhecer um pouco mais o  trabalho de Ana Gallardo, clica aqui!

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