Metamorfoses da vida

As escolhas que fazemos não são simples decisões, mas reflexões daquilo que pensamos e do modo como agimos. Foi baseada neste pensamento que escolhi a música da minha formatura. Por isso, acreditei que “Metamorfose Ambulante”, do grande Raul Seixas, falaria muito de mim e da minha trajetória nos últimos anos.

Minha vida sofreu mudanças constantes e significativas. Ingressei na Pucrs no curso de Relações Públicas e troquei para o Jornalismo. Nos primeiros semestres, pensei que passaria toda a minha trajetória profissional no estúdio de uma rádio; hoje pretendo me arriscar pelos veículos impressos, principalmente revistas. Cadeiras de online na Pucrs? Redes sociais? “Hã!”; hoje participo do Orkut, Facebook, Delicious, Linkedin, Twitter – fora outras redes sociais, como O livreiro, além deste blog.

Parafraseando Raul, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Mudar é preciso. É sinal de maturidade, sinal de que você sabe que nem tudo pode ser como sempre foi. As pessoas mudam, a economia se molda, o regime político se adapta, os comportamentos se alteram, a tecnologia é substituída freneticamente. Por que você não pode mudar, cara pálida? A vida é muito mais complexa do que uma sentença pretensiosa.

Agindo desta forma, tive muitos ganhos. As perdas? Conceitos ultrapassados, preconceitos e uma ingenuidade pouco colaborativa com a realidade que me cerca. E já aviso que não tenho vergonha disso. “Pois é, Priscila, não era você que não gostava de plantar bananeira?”. “Sim, Fulano, era eu mesma. Mas descobri que isso pode ser bom para colocar as ideias no lugar. Agora, planto bananeira todos os dias, pela manhã.”

Coisa mais chata é conversar com alguém que já tem aquele texto pronto, sabe? Parece que passa horas decorando o roteiro para depois despejar na roda de amigos. Não digo que a criatura não deva ter opinião, afinal, precisamos nos posicionar em muitas situações. Mas falo em ser flexível e aberto às ideias, pessoas e teorias.

Tenho certeza de que quando eu levantar para pegar o meu canudo e Raulzito cantar que “é chato chegar a um objetivo num instante”, um filme passará na minha cabeça. E de que valeu muito a pena fazer algumas mudanças, do curso de jornalismo à plantar bananeira.

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2 comentários sobre “Metamorfoses da vida

    • enquantoescrevo disse:

      Consegue “virar estrelinha”? Acho que seria o equivalente…ou cambalhota! Vamos lá que eu te ajudo, cuidado o pescoço! Um, dois, três e …..já! Viu? Foi fácil! Bju, obrigada!

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