Amélia ou mulher fútil: a modelo que nao não sai da moda

Ainda ontem assistia a um programa na tv que abordava o comportamento da mulher pós-moderna. Entre um resgate histórico e outro, a educadora  Guacira Louro (UFRGS) enfatizou que durante muito tempo o chamado “centro”, o indivíduo central da sociedade, portanto, era homem, heterossexual e da classe média.

Muito tempo se passou para que a mulher saísse da margem deste círculo e dividisse o mesmo centro com o homem. Ela ocupou o seu espaço e mostrou que o sexo feminino é muito mais forte e competente do que se pensava e se subestimava. O direito ao divórcio, ao voto, de trabalhar fora de casa, de ocupar um cargo de liderança ou de governar um país são passos que ainda estão sendo dados, ainda que lentos.

No entanto, algumas imagens e conceitos anacrônicos insistem em se manter em uma sociedade dita desenvolvida. Acha que não? Então vá até um supermercado no setor de limpeza. Sabe, ali onde estão as vassouras e tábuas de passar de roupa. De que sexo são as modelos das embalagens? Opa! Feminino! Lá estão elas, de todos os tipos e bem sorridentes (não sei quem fica feliz ao passar roupa). Produtos de limpeza, idem.

 

Ah, está na praia e não quer ir até o supermercado? Tudo bem, dá uma olhadinha no guarda-sol aí acima de você… isto mesmo, este aí do cartão de crédito. O que encontramos? Várias pessoas realizando mil e uma atividades. Homens se divertem em esportes radicais, correm e pescam. E a mulher, compra. O velho estereótipo do sexo fútil que só presta para comprar e colocar em risco todo o orçamento familiar.

Acho que está mais do que na hora do mercado publicitário abrir os horizontes, jogar o pré-conceito de lado e repensar que modelo certo para vassoura e produto de limpeza é a mulher. Este é o momento de começar a faxina.

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2 comentários sobre “Amélia ou mulher fútil: a modelo que nao não sai da moda

  1. Denise De Rocchi disse:

    Isso também me entristece! Só mulheres lavam roupa, só mães se preocupam com o filho doente… homem gosta é de futebol e de tomar cerveja vendo mulher semi-nua. Ao menos é isso que se entende vendo TV…

  2. Olha, se a gente pudesse simplesmente fazer faxina, cuidar dos filhos e fazer compras (com o cartão de crédito DO MARIDO) tudo bem. Eu nem reclamava. Mas além disso, alguém resolveu que temos de trabalhar para nos sustentarmos! Poh, ninguém merece!!! hahahaha
    Brincadeirinha! Beijos.

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