A justiça que não é feita

Nos últimos meses, advogados, promotores, historiadores, políticos e demais cidadãos andam dizendo que a justiça no Brasil, de fato, existe. Tudo isso, baseados nos mais recentes exemplos como a prisão do governador de Brasília, José Roberto Arruda, por tentativa de suborno, e o casal Nardoni, pela morte da menina Isabella.

 Desculpa, mas isso não passa de uma doce ilusão. A justiça, no país, está muito longe de ser feita. Enquanto a família Sarney realiza orgias nos paraísos fiscais, outras, com um salário mínimo, tentam pagar o aluguel, comprar comida e educar os filhos, isso quando eles estudam. A justiça não está sendo feita.

 Pessoas de baixa renda não têm o direito de portarem doenças raras, que carecem de tratamento caro e contínuo: o dinheiro não alcança. A ausência de vagas no Sistema Único de Saúde provoca, diariamente, a morte de alguém. A justiça não está sendo feita.

Uma passada rápida no bairro pobre de qualquer cidade mostra a convivência de crianças junto ao esgoto. A justiça não está sendo feita.

Não basta que dois fatos isolados nos façam acreditar que a justiça exista. Infelizmente, falta muito para que os cidadãos consigam alcançar esta sensação. A questão dos Direitos Humanos não envolve apenas grandes conflitos, como estamos acostumados a acompanhar. A injustiça está muito mais próxima, é mais crua e muito mais óbvia do que parece.

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