Um copo d’água para a poesia

Não se lê muita poesia – pelo menos aqui no Brasil. Claro que as exceções irão contrariar minha constatação.  E que bom que elas existem. Criar, difundir ou reproduzir poesia é uma atividade que exige obstinação. É como um pregador que tenta sobreviver no deserto, sem que ninguém lhe dê a devida atenção. E ele ali, transbordando inspiração. Confesso, e lamento, que faço parte do grupo daqueles que dão pouca água ao poeta perdido no deserto. 

A música é poesia. Mas cantar é fácil. “Falar” a poesia, não. Ler a poesia, não. Nenhum instrumento acompanha as letras secas no livro. Lê-se com silêncio e com sentido. É o momento que desperta em nós aquilo que só a arte tem o dom de fazer.

Ao ler a poesia, não dispomos de bengalas, somos o próprio alicerce que nos conduzirá a algum objetivo. Ler – e ouvir – poesia exige muito de nós, mostra muito, mexe muito. Talvez seja este o motivo do nosso medo.

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Falando nisso, divido aqui com vocês um vídeo maravilhoso, do poeta Fabrício Corsaletti. Ouvi no programa Talk Radio, da Katia Sumam, e me emocionei. Belas palavras. Aliás, amo palavras.

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Um comentário sobre “Um copo d’água para a poesia

  1. Eu prefiro ler e escrever poesia. Ok, ler mesmo uma boa prosa faz eu esquecer que poesia é tão bom, mas escrever um universo em tão poucas palavras que muitas vezes contam com métricas. Isso tudo deve ser reconhecido.

    bjbj

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