André Kertész: o homem que fotografou a leitura

Acredito que em nosso íntimo há sempre escondido um tipo de profissional frustrado, ou seja, invejamos uma habilidade que nem mesmo a muito custo conseguiríamos aprimorar.

No meu caso, apesar de ser uma profissional da comunicação, minha maior decepção é não possuir qualquer talento para a fotografia. Nenhuma intenção projetada por mim materializa-se na reprodução. Não adianta insistir. Minhas notas na faculdade que o digam.

Por isso, gostei tanto do trabalho de André Kertész (1894 – 1985) no livro On Reading. Nas páginas da obra, o leitor poderá deliciar-se com imagens de pessoas de épocas, idades e locais diversos. A facilidade do fotógrafo em conseguir captar além do que simples fotografias, mas a alma do instante da leitura é encantador. Expressões de angústia, felicidade, tristeza ou distração criam um mosaico humano.

Infelizmente, não é comum ver pessoas com um livro em mãos, nos espaços públicos, praças, pontos de ônibus ou filas do banco. Se por acaso adotássemos este hábito, acredito que seríamos pessoas mais felizes. Aprender a preencher o (pouco) tempo que nos sobra para se perder – ou se encontrar – durante uma leitura é uma alternativa para ocupar as páginas vazias da nossa alma.

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