Uma semana para se pensar no Dia da Mulher

Quando eu era pequena, não compreendia muito bem o sentido do dia 8 de março, Dia da Mulher. Lembro que eu parabenizava minha mãe, assistia aos comerciais saturados de muito cor-de-rosa, elogios retroativos, flores, além, é claro, de receber uma overdose das músicas de Fábio Jr. E nada mais.

Depois, aos poucos, fui enxergando que as mulheres queriam ser reconhecidas e respeitadas – no lar e no mercado de trabalho. O sexo feminino queria ter direito ao amor, sim, mas também almejava autonomia, independência e voz.

Talvez tais lembranças sejam muito próprias de minha vivência, mas não descarto em minha observação que os pedidos de socorro das mulheres se modificaram com o passar dos anos. E, ao contrário do que a evolução sugere, estas novas reivindicações são tão primitivas que colocam em xeque a credibilidade humana.

Imagem do site do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz

A agressão contra à mulher é um exemplo. É inadmissível que mulheres sejam vítimas que atitudes tão grotescas. É inaceitável que homens usem de sua força para intimar namoradas, noivas, esposas, ex-companheiras, mães, irmãs e filhas. É repugnante que, por ciúme, por vingança, por traição, por embriagues ou por drogadição filhos assistam de camarote a destruição de uma estrutura familiar que deveria servir de modelo e base.

Em minha opinião, atualmente, o Dia da Mulher serve para alertar a sociedade sobre esta agressão tão democrática, que atinge juristas, desempregadas, empresárias, donas de casa, professoras e outras tantas mulheres sem nome.

Pensando nisso, durante esta semana irei postar uma matéria que produzi na cadeira de Redação e Produção de Revista, na Pucrs, em julho de 2009, quando ainda era “foca”.

“Muito além das cartas” é uma matéria extensa para ser lida aqui no blog. Por isso, irei fragmentá-la para que não se torne cansativa para vocês. Ela fala de um projeto pioneiro no Brasil, executado pelos Correios, que pretende orientar mulheres que sofrem agressões. E quem me levou às ruas para contar esta história foi a carteira Luciana, uma mulher incrível.

Tenho um carinho muito especial por esta matéria, pois me entreguei a ela, aprendi muito e pude enxergar um pouco mais deste universo obscuro. Espero, sinceramente, que alguma palavra, frase ou informação possa servir de ajuda, de consolo ou um incentivo para romper o silêncio.

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