O homem que vende mapas

O homem que vende mapas fica na saída do supermercado. Quase diariamente, continentes e mares se sobrepõem à calçada estreita por onde escorregam passos ligeiros.

O homem que vende mapas oferece o planeta por um preço camarada. Carrega a humanidade dentro de uma bolsa velha e desbotada, fazendo com que montanhas de gelo derretam e inundem um pedaço de pão mofado.

O homem que vende mapas não sabe onde fica a Alemanha nem a Jamaica, mas carrega o mundo nas mãos com imponência latifundiária.

O homem que vende mapas em frente ao supermercado é dono de um universo que insiste em empurrá-lo para o canto sujo de uma calçada.

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